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segunda-feira, 4 de abril de 2011

João Pedro Mésseder

O 7º D, no âmbito da atividade "Uma vida d'escrita", elaborou uma exposição na Biblioteca escolar dedicada a João Pedro Mésseder, escritor que, ainda há bem pouco tempo, no dia 25 de março, esteve no nosso Agrupamento. Aqui está ele a falar para os nossos alunos, no Centro Escolar.

Alguns livros do autor.
Sinopse do livro Romance do 25 de Abril:

E se um menino se chamasse Portugal? Ou então: pode o Portugal do antes do 25 de Abril ser comparado a um menino?Ora por que não?Ouçam pois a sua história: como cresceu e sofreu e lutou até, já adulto, ver realizado um sonho.E que sonho foi esse? O da liberdade, é claro. Mas imaginou também uma democracia e uma justiça que julgou possíveis no seu país à beira-mar.Esse país onde hoje o mesmo menino, homem feito agora, continua atento a sonhar com um mundo melhor. (In www.fnac.pt)

sábado, 2 de abril de 2011

Uma vida d'escrita- Camões épico

Durante a semana passada, o autor relembrado durante a atividade "Uma vida d'escrita" foi Luís Vaz de Camões, o "príncipe dos poetas", que viveu sempre com dificulades e morreu na completa miséria, mas que foi, para Portugal e para o mundo da sua época, o maior dos poetas. O 9ºC relembrou-o com a decoração de um pequeno placar na Biblioteca, para que todos pudessem prestar-lhe a sua merecida homenagem. Apesar de ser um poeta incompreendido pelos alunos, que o acham muito "difícil", temos de ser corretos e atribuir-lhe a enorme importância que tem no panorama das letras , não só nacional, como também mundial.
"as velas côncavas inchando"
O Gigante Adamastor aqui retratado.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma vida d'escrita

No âmbito da actividade "Uma vida d'escrita" do Deparatamento de Línguas, está patente na Biblioteca desta Escola uma exposição dedicada a Sophia de Mello Breyner.
Sophia nasceu no Porto, em 1919, no seio de uma família aristocrática. A sua infância e adolescência decorrem entre o Porto e Lisboa, onde cursou Filologia Clássica. Após o casamento com o advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares, fixa-se em Lisboa, passando a dividir a sua actividade entre a poesia e a actividade cívica, tendo sido notória activista contra o regime de Salazar. A sua poesia ergue-se como a voz da liberdade, especialmente em "O Livro Sexto". Foi sócia fundadora da "Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos"e a sua intervenção cívica foi uma constante, mesmo após a Revolução de Abril de 1974, tendo sido Deputada à Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista. Profundamente mediterrânica na sua tonalidade, a linguagem poética de Sophia de Mello Breyner denota, para além da sólida cultura clássica da autora e da sua paixão pela cultura grega, a pureza e a transparência da palavra na sua relação da linguagem com as coisas, a luminosidade de um mundo onde intelecto e ritmo se harmonizam na forma melódica, perfeita, do poema. Luz, verticalidade e magia estão, aliás, sempre presentes na obra de Sophia, quer na obra poética, quer na importante obra para crianças que, inicialmente destinada aos seus cinco filhos, rapidamente se transformou em clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como "O Rapaz de Bronze", "A Fada Oriana" ou "A Menina do Mar". Sophia é ainda tradutora para português de obras de Claudel, Dante, Shakespeare e Eurípedes, tendo sido condecorada pelo governo italiano pela sua tradução de "O Purgatório".

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Exposição sobre Florbela Espanca

A turma do CEF do 2º ano (Hotelaria e Restauração de Cozinha), durante esta semana, realizou diversos trabalhos no âmbito da atividade "Uma vida d'escrita" do Departamento de Línguas. Florbela Espanca foi a escritora selecionada e, além de terem feito pesquisas sobre esta autora que se suicidou muito jovem, decidiram fazer uma exposição na nossa Biblioteca com alguns dos seus mais belos poemas. Além da exposição, os alunos do CEF entregaram um pequeno folheto com os dados biográficos de Flor Bela.

Fumo

Longe de ti são ermos os caminhos,

Longe de ti não há luar nem rosas, Longe de ti há noites silenciosas, Há dias sem calor, beirais sem ninhos! *** Meus olhos são dois velhos pobrezinhos

Perdidos pelas noites invernosas...

Abertos, sonham mãos cariciosas,

Tuas mãos doces, plenas de carinhos!
***
Os dias são Outonos: choram... choram...

Há crisântemos roxos que descoram...

Há murmúrios dolentes de segredos... ***

Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!

E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,

Fumo leve que foge entre os meus dedos!... **********************************

Florbela d'Alma da Conceição Espanca tem hoje seus versos admirados em todos os cantos do mundo, diferentemente do que aconteceu quando ainda viva, época em que foi praticamente ignorada pelos apreciadores da poesia e pelos críticos de então. Os dois livros que publicou, por sua conta, em vida, foram "O Livro das Mágoas" (1919) e "Livro de "Sóror Saudade" (1923). Às vésperas da publicação de seu livro "Charneca em Flor", em dezembro de 1930, Florbela pôs fim à sua vida. Tal ato de desespero fez com que o público se interessasse pelo livro e passasse a conhecer melhor a sua obra. Dizem os críticos que a polêmica e o encantamento de seus versos é devida à carga romântica e juvenil de seus poemas, que têm como interlocutor principal o universo masculino. Poema extraído de uma publicação fac-similar do "Livro de Sóror Saudade", editado originalmente em 1923.