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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Olavo Bilac

Não! Não estou a falar do vocalista de uma banda portuguesa, mas do primeiro, do original...



Olavo Bilac (Rio de Janeiro , 1865-1918) começou os cursos de Medicina, no Rio, e Direito, em São Paulo, mas não chegou a concluir nenhuma das faculdades. Em 1884, o seu soneto "Nero" foi publicado na Gazeta de Notícias, do Rio de Janeiro. Em 1887 iniciou a carreira de jornalista literário e, em 1888, teve publicado seu primeiro livro, Poesias. Nos anos seguintes, publicaria crónicas, conferências literárias, discursos, livros infantis e didácticos, entre outros. Republicano e nacionalista, escreveu a letra do Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de Floriano Peixoto. Foi membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Em 1907, foi o primeiro a ser eleito “príncipe dos poetas brasileiros”, pela revista Fon-Fon. De 1915 a 1917, fez campanha cívica nacional pelo serviço militar obrigatório e pela instrução primária. Destaca-se em sua obra poética o livro póstumo Tarde (1919). Parte das crónicas que escreveu em mais de 20 anos de jornalismo está reunida em livros, entre os quais Vossa Insolência (1996). Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante dos poetas parnasianos brasileiros. No entanto, para o crítico João Adolfo Hansen, "o mestre do passado, do livro de poesia escrito longe do estéril turbilhão da rua, não será o mesmo mestre do presente, do jornal, a cronicar assuntos cotidianos do Rio, prontinho para intervenções de Agache e a erradicação da plebe rude, expulsa do centro para os morros".



Um beijo

Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
***
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
***
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
***
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto....

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Encontro Internacional sobre Álvaro de Campos

Teresa Rita Lopes é a especialista em Fernando Pessoa que abre o I Encontro Internacional dedicado a Álvaro de Campos, que se realiza no Hotel Porta Nova, em Tavira, nos dias 15 e 16. Organizado pela Associação Casa Álvaro de Campos, este colóquio tem como objetivo debater várias facetas do pseudónimo futurista e decadentista de Fernando Pessoa.
In Jornal de Letras

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Augusto Pinto, um escritor da nossa terra


A obra Os avós e os netos (não os separem) resulta de uma investigação profunda das histórias de tradição oral da nossa região. Nele podemos encontrar, além de histórias, canções, adivinhas, fábulas, anedotas, lendas, contos, provérbios, jogos, poesia, teatro e muito mais.
Se quiseres passar um bom bocado, vem até à tua biblioteca e solicita este livro mágico, onde nem as bruxas quiseram ficar de fora!

Camilo e Ribeira de Pena

A Câmara Municipal de Ribeira de Pena lançou um pequeno livro onde se explora a íntima relação entre Camilo Castelo Branco e o Concelho de Ribeira de Pena.
Aqui encontramos excertos de obras onde o escritor se refere a locais desta zona, tal como a Ponte de Cavez, as trutas do Beça, a capela da Sra da Guia, etc., etc.
Além disso podemos ficar a saber mais sobre a vida e obra deste grande escritor português que nasceu em 1825, mas que, a dada altura, veio para este Concelho, onde casou pela primeira vez.
Se queres saber mais sobre Camilo Castelo Branco visita a tua biblioteca.