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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Hora do Conto- O Imaginão, de Manuela Crespo



O livro O Imaginão, de Manuela Crespo, foi trabalhado na hora do conto e os alunos foram convidados a elaborarem trabalhos, como textos ou desenhos, que se baseassem nesta obra, que conta com ilustrações da própria autora.
Aqui estão alguns trabalhos e os nomes das autoras dos desenhos, por ordem:
Mariana Oliveira e Ana Alves;
Cristina































Aqui fica o início do resumo desta estória elaborado pelo aluno Jorge Alexandre Rodrigues, seguido da sua ilustração:
Era uma vez um rei menino que tinha uma ovelha chamada Lanzuda.
Havia quatro reis que andavam sempre à volta do quadradinho do rei menino.
Uma dia o menino foi com a sua ovelha ao céu.
Ele ficou lá uma noite inteira e conheceu novos amigos.
Os reis cá de baixo estavam com raiva.
Quando chegou a hora de vir embora ele veio. O rei menino dormiu e quando acordou de manhã não viu a sua ovelha.
Chamou por ela e ninguém respondeu.
Disse às três estrelas Marias a ver se tinham visto a sua ovelha mas elas responderam que não a viram porque estiveram a brincar.
(…)
















terça-feira, 24 de maio de 2011

"Avô conta outra vez", de José Jorge Letria e André Letria, premiado no Brasil


Com um formato extenso e ilustrações que ocupam páginas duplas e destacam elementos centrais do texto, este álbum nasce dos laços afectivos entre um avô e um neto. Em quadras rimadas e num discurso fortemente metafórico e, até, simbólico, surgem poetizadas as vivências entre um avô, que é um contador de histórias e um companheiro de brincadeiras, por exemplo, e um neto, que cresce de dia para dia.

O livro para a infância "Avô, conta outra vez", com rimas de José Jorge Letria ilustradas por André Letria, foi eleito no Brasil o melhor em língua portuguesa para os mais novos. Todos os anos a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil do Brasil atribui prémios aos melhores livros para a infância e juventude em diversas categorias (melhor livro de poesia, informativo, livro-brinquedo, melhor tradução, entre outros).
"Avô, conta outra vez", editado no Brasil em 2010 pela editora Peirópolis, foi eleito o melhor livro infantil em língua portuguesa, revelou a fundação.
Este livro está disponível na nossa biblioteca. É uma honra para nós este reconhecimento, além-fronteiras, da literatura portuguesa.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fernando Pessoa terá recebido dinheiro como astrólogo




A faceta de astrólogo do poeta Fernando Pessoa que chegou a auferir «alguns tostões com a astrologia» , é revelada com a edição por Paulo Cardoso de um livro com vários documentos do espólio pessoano.
Intitulado Fernando Pessoa - Cartas Astrológicas, o livro reúne «algumas dezenas das mais reveladoras cartas astrológicas erigidas por Pessoa», escreve o astrólogo Paulo Cardoso.
Jerónimo Pizarro, catedrático nas universidades de Lisboa e de Los Andes (Colômbia) que prefacia a obra, afirmou à Lusa que esta obra «abre novas pistas de investigação, e demonstra como a teoria dos heterónimos é influenciada pela astrologia».
O autor de Mensagem fez a sua carta astrológica e as dos seus heterónimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. «Todos os horóscopos dos heterónimos apresentam Mercúrio (o planeta da literatura)» que é também o planeta regente do signo Gémeos a que pertencia Fernando Pessoa, escreve Paulo Cardoso.
O astrólogo realça que os «signos ascendentes» dos horóscopos dos quatro poetas são Água (Pessoa), Fogo (Caeiro), Terra (Campos) e Ar (Reis), ou seja «a família heteronímica detinha a plenitude dos princípios fundamentais da filosofia ancestral».
Em 1915 Fernando Pessoa inventou um astrólogo, Raphael Baldaya e estabeleceu uma tabela de honorários que variavam entre os 500 e os 5000 réis.
Pizarro disse à Lusa que Pessoa «ganhou alguns tostões com a astrologia» e há muitos cartões no espólio guardado na Biblioteca Nacional com indicações de nome, data e hora de nascimento que leva a supor que Pessoa traçava as respectivas cartas astrológicas.
O poeta traçou mapas astrais de mais de 1500 personagens históricas ou contemporâneas. Robespierre, Guilherme II da Alemanha, D. Carlos de Portugal, D. Sebastião, Lord Byron, Sidónio Pais, Oliveira Salazar, Mussolini, Chopin, Leopoldo II dos belgas, Victor Hugo, Luís II da Baviera, Afonso XIII de Espanha, Vítor Emanuel III de Itália e William Shakespeare foram algumas das personalidades sobre as quais desenhou o respectivo mapa astrológico.
De algumas personalidades fez mais de uma vez em alturas diferentes a respectiva carta astrológica, casos de Napoleão, da Rainha D. Amélia, do escritor Raul Leal, ou do escritor Óscar Wilde. Segundo Cardoso, Pessoa «comentou parecenças entre o caso astrológico de Wilde e o seu próprio caso».
Pizarro referiu à Lusa que Fernando Pessoa «chegou a calcular com grande proximidade o seu ano de morte» (1935), algo que mereceu diversas reflexões do poeta.
Cardoso assinala que «a abordagem pessoana da astrologia foi sempre a mais prudente, crítica e metódica». O astrólogo acrescenta que "a astrologia fez parte do quotidiano do escritor que lidava com ela de manhã, à tarde e pela noite dentro".
«Este foi um interesse que Pessoa manteve até à sua morte», sublinhou Pizarro.
Além da prática Fernando Pessoa também teorizou sobre a astrologia, salientou á Lusa Pizarro. Pessoa atribui por exemplo, a Baldaya as obras Systema de Astrologia e Introd[ução] ao estudo do ocultismo.
Pizarro afirmou que Fernando Pessoa - Cartas astrológicas, com a chancela da Bertrand Editora, «permite criar um clima necessário para os livros que ainda faltam de Pessoa sobre a astrologia, bem como e como as Ciências Ocultas, o Esoterismo e a Filosofia que são coisas muitos presentes no [movimento literário e artístico] do Modernismo».
A obra foi apresentada hoje na Casa Fernando Pessoa, em Campo de Ourique, por José Blanco.
Lusa/SOL

domingo, 8 de maio de 2011

Contos do Mundo, de Tim Bowley e Óscar Villán



Um belíssimo conto sobre os valores humanos cada vez mais esquecidos:
"A semente"

A jovem pobre ficou profundamente excitada quando ouviu anunciar que quem quisesse casar com o rei devia dirigir-se ao palácio, pois certo dia tinha-o visto passar a cavalo e ficara apaixonada por ele. Assim, foi a correr ter com a mãe:
─ Vou ao palácio ─ disse ─, vou casar com o rei!
A mãe sorriu e abanou a cabeça:
─ Sempre a sonhar! O rei não se refere a raparigas pobres como tu. Aquilo é para as ricas, para as nobres. Se lá fores, eles riem-se de ti e correm contigo.
─ Não me importa ─ disse a rapariga ─, vou até lá. Quero casar com ele.
No dia seguinte foi ao palácio e, tal como a mãe previra, apenas as mulheres mais ricas e mais belas do reino lá estavam. A jovem pobre foi para o lugar que lhe indicaram, no fim da fila, enquanto as outras mulheres troçavam dela entre si e a ignoravam. Pouco depois, o rei apareceu e todas as mulheres afivelaram os seus sorrisos mais coquetes, excepto a jovem pobre, que ficou em pé no fim da fila, com a cabeça curvada, sem se atrever sequer a olhá-lo de frente. O rei percorreu a fila e deu a cada uma um vaso com uma semente. Depois voltou a subir ao estrado e disse:
─ Vão para casa. Plantem a semente que está dentro do vaso. Voltem daqui a três meses e casarei com aquela que tiver plantado a flor mais bela.
A jovem pobre levou o vaso e a semente para casa, com o coração a palpitar. Quando lá chegou, plantou cuidadosamente a semente e regou-a. Todos os dias em que fazia sol ela punha o vaso lá fora e regava-o; levava-o para dentro de noite, quando estava frio. Falava com ele, cantava para ele, mas não nascia nada. Ainda assim não se dava por vencida. Embora os dias se transformassem em semanas e as semanas em meses, continuava a cuidar da semente com esmero, mas, apesar de todos os seus esforços, o vaso com terra não passava de um vaso com terra. Quando os três meses se esgotaram, nem uma folhinha pequena tinha rompido a terra.
─ Amanhã é o dia de ir ao palácio ─ disse ela, triste.
─ Ir ao palácio? ─ esganiçou a mãe. ─ Tu não podes ir ao palácio. Olha para o teu vaso, está vazio! Eles vão correr contigo, vão-te bater!
─ Bem ─ disse ela ─, podem-me fazer o que quiserem, mas pelo menos poderei ver o rei uma vez mais.
No dia seguinte ela pegou no vaso e dirigiu-se ao palácio. Quando lá chegou, o seu coração esmoreceu, pois estavam lá todas as outras mulheres, e cada uma tinha uma flor mais bonita do que a outra. Cores incríveis, formas fantásticas, aromas maravilhosos. Não faltaram risadas quando viram a jovem pobre com o vaso vazio, mas ela nada disse e foi para o seu lugar no fim da fila.
O rei não tardou a aparecer. Percorreu a fila de belas mulheres com as suas flores maravilhosas sem sequer olhar para elas. Foi até ao fim da fila, onde estava a jovem pobre com o vaso vazio e pegou-lhe na mão. Conduziu-a até ao estrado e disse:
─ É esta a mulher com quem casarei.
As outras ficaram furiosas.
─ Como podeis casar-vos com ela? Ela não trouxe nada! Vede a minha flor, é linda! Olhai para mim, vede o que trago! Ela não trouxe nada! Ela não trouxe nada!
O rei ergueu a mão pedindo silêncio.
─ Esta jovem cultivou a mais bela de todas as flores. E essa flor chama-se honestidade, pois as sementes que vos dei eram todas estéreis.

Tim Bowley e Óscar Villán, Contos do mundo

quarta-feira, 4 de maio de 2011

João e a floresta de betão

Eis mais um livro proposto pelo PNL. João morava numa cidade triste e cinzenta, onde até o céu parecia feito de cimento. Mas um dia descobre as belezas do campo e...

Esta história tem um final feliz, como deviam ter todas as histórias, mas para a descobrires o melhor é lê-la.


Este livro de Pedro Reisinho, com ilustrações lindíssimas de José Manuel Gonçalves, aborda a temática das questões ambientais numa perpectiva de educação para a cidadania. A não perder!


sábado, 9 de abril de 2011

Uma vaca de estimação

Os alunos do ensino pré-escolar deslocaram-se à nossa Biblioteca para ouvirem a história de uma vaca de estimação da autoria de Luísa Ducla Soares.
No livro Uma vaca de estimação conta-se como um profssor, cansado de viver apenas para os seus livros, decide arranjar um animal de estimação. Mas será que ter uma vaca em casa é boa ideia?
Aqui estão os pequenos com muita atenção e interessados nesta história bizarra!






quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vem aí o Zé das Moscas e Outras histórias, de António Torrado


O Zé das Moscas andava sempre com as moscas atrás dele a zumbirem. Zzzzzz, zzzzz... e já não podia mais! Um dia, decidiu que tinha de resolver o seu problema e lá foi ele à procura da cura. Foi falar com várias pessoas importantes na sociedade: o médico, o comandante da polícia, o advogado e o veterinário, mas nenhum destes o conseguiu ajudar. Pelo contrário, parecia que até se riam dele, em vez de o tentarem ajudar a encontrar uma solução para o problema dos zumbidos.O veterinário disse-lhe para procurar a ajuda do juiz da cidade. Podia ser que ele lhe resolvesse o problema. Quando chegou ao pé do juiz, explicou-lhe a situação, mas este já sabia o que se passava, pois tinha acabado de almoçar com as pessoas a quem o Zé já tinha recorrido e que o informaram de tudo.O juiz aconselhou-o a matar as moscas e passou-lhe até uma licença, onde o autorizava a matá-las, uma vez que não se deve fazer isso, pois isso é um crime e pode-se ir preso.O Zé das Moscas ouvia sempre o que as outras pessoas diziam e aconselhavam e fez o que o juiz lhe disse. Assim, como viu uma mosca em cima da cabeça do juiz, matou-a. Acabou por deixar o juiz a ouvir os zumbidos e ele curou-se.

terça-feira, 22 de março de 2011

Semana da Leitura

OBRAS DE REFERÊNCIA PARA O CONTRATO DE LEITURA


Em plena Semana da Leitura no nosso Agrupamento, aqui ficam as obras sugeridas para leitura contratual no Ensino Secundário:

LITERATURA NACIONAL
AGUIAR, João. A Voz dos Deuses
ALEGRE, Manuel. O Homem do País Azul: contos
ANDRADE, Eugénio. Antologia Pessoal da Poesia Portuguesa
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. Contos Exemplares
ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. Obra Poética
ANTUNES, António Lobo. Livro de Crónicas
BELO, Ruy. Obra Poética I e II
BRANCO, Camilo Castelo. Eusébio Macário
BRANCO, Camilo Castelo. Novelas do Minho
CARVALHO, Mário de Carvalho. Contos Vagabundos
ESPANCA, Florbela. Livro de Mágoas
FERREIRA, José Gomes. As Aventuras de João Sem Medo
FERREIRA, José Gomes. O Mundo dos Outros
FERREIRA, Vergílio. Contos
FONSECA, Manuel. O Fogo e as Cinzas
GARRETT, Almeida. Viagens na Minha Terra
GERSÃO, Teolinda. Histórias de Ver e Andar - Contos
GOMES, Luísa Costa. Contos Outra Vez: 1984-1997
LEIRIA, Mário-Henrique de. Contos do Gin-Tonic
LOURENÇO, Eduardo. A Nau de Ícaro
MACHADO, Dinis. O que diz Molero
MIGUÉIS, José Rodrigues. Gente de Terceira Classe
MIGUÉIS, José Rodrigues. Léah e Outras Histórias
MONTEIRO, Manuel Hermínio Monteiro. Rosa do Mundo: 2001 Poemas para o Futuro
NAMORA, Fernando. Resposta a Matilde: divertimento
NEGREIROS, Almada. Deseja-se Mulher
NEGREIROS, Almada. Contos e Novelas
O'NEILL, Alexandre. Poesias Completas
OLIVEIRA, Carlos de. Uma Abelha na Chuva
PACHECO, Fernando Assis. Trabalhos e Paixões de Benito Prada
PESSOA, Fernando. Cartas de Amor
PIRES, José Cardoso. O Delfim
QUEIRÓS, Eça de. Contos
QUEIRÓS, Eça de. A Cidade e as Serras
QUEIRÓS, Eça de. A Relíquia
RÉGIO, José. Poemas de Deus e do Diabo
RIBEIRO, Aquilino. O Malhadinhas
SARAMAGO, José. O Ano da Morte de Ricardo Reis
SARAMAGO, José. Jangada de Pedra
SENA, Jorge de. Sinais de Fogo
SENA, Jorge de. O Físico Prodigioso
TORGA, Miguel. Novos Contos da Montanha
VICENTE, Gil. Farsa de Inês Pereira
ZAMBUJAL, Mário. Crónica dos Bons Malandros



LITERATURAS DE LÍNGUA PORTUGUESA
AGUALUSA, José Eduardo. O Ano em Zumbi Tomou o Rio
ALMEIDA, Germano. A Ilha Fantástica
AMADO, Jorge. Capitães de Areia
ANDRADE, Carlos Drummond. Antologia Poética
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas
COUTO, Mia. Mar me Quer
COUTO, Mia. Cronicando
LISPECTOR, Clarice. Contos
MEIRELES, Cecília. Romanceiro da Inconfidência
MORAIS, Vinícius de. Antologia Poética
PEPETELA. A Montanha da Água Lilás
RIBEIRO, João Ubaldo. Livro de Histórias
RUI, Manuel. Quem me Dera ser Onda
VASCONCELOS, José Mauro de. O Meu Pé de Laranja Lima



LITERATURA UNIVERSAL
ALLENDE, Isabel. A Casa dos Espíritos
AUSTEN, Jane. Emma
AUSTEN, Jane. Orgulho e Preconceito
BALLESTER, Gonzalo Torrente. Crónica do Rei Pasmado
BRADBURY, Ray. Fahrenheit 451
BRONTË, Charlotte. Jane Eyre
BRONTË, Emily. O Monte dos Vendavais
CALVINO, Ítalo. O Visconde Cortado ao Meio
CAMUS, Albert. O Estrangeiro
CARROLL, Lewis. Alice no Pais das Maravilhas
CERVANTES, Miguel. D. Quixote de La Mancha
CHRISTIE, Agatha. Um Crime no Expresso do Oriente
DEFOE, Daniel. Robinson Crusoe
DICKENS, Charles. Oliver Twist
DOSTOIEVSKY, Fiódor. O Jogador
DOYLE, Arthur Conan, O Cão dos Baskerville
DUMAS, Alexandre, O Conde de Monte Cristo
ECO, Umberto, O nome da Rosa
ENDE, Michael, A História Interminável
FAULKNER, William, O Som e a Fúria
FRANK, Anne, Diário de Anne Frank
GAARDER, Jostein, O Mundo de Sofia
HEMINGWAY, Ernest. Por Quem os Sinos Dobram
HESSE, Hermann, Siddhartha
GOETHE, W. von, Werther
HUXLEY, Aldous, O Admirável Mundo Novo
KAFKA, F., Metamorfose
KIPLING, Rudyard, Kim
LODGE, David, Um Almoço Nunca é de Graça
LONDON, Jack, Contos do Pacífico
LORCA, F. Garcia, A Casa de Bernarda Alba
MARQUEZ, Gabriel Garcia, Cem Anos de Solidão
MOLIÈRE, J.-B., Dom João
MAUGHAM, S. O Fio da Navalha
NERUDA, Pablo. Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada
ORWELL, George. Mil Novecentos e Oitenta e Quatro
POE, Edgar Allan. Contos Fantásticos
RILKE, Rainer Maria. Cartas a um Jovem Poeta
SAGAN, Carl, Contacto
SEPÚLVEDA, Luís, O Velho que Lia Romances de Amor
SEPÚLVEDA, Luís, História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar
SHAKESPEARE, William, Romeu e Julieta
SHAKESPEARE, William, Hamlet
SÜSKIND, Patrick, O Perfume
STEINBECK, John, A um Deus Desconhecido
SWIFT, J., Viagens de Gulliver
SHAKESPEARE, William, Romeu e Julieta
TOLKIEN, J. R. R., O Senhor dos Anéis
TOLSTOI, Leão. Contos
TWAIN, Mark, Tom Sawyer
LLOSA, Mário Vargas, Quem Matou Palomino Molero
WILDE, Óscar, O Retrato de Dorian Gray
WILLIAM, Tennessee. A Noite da Iguana e Outras Histórias
XINGUIAN, Gao, Uma Cana de Pesca para o meu Avô
YOURCENAR, Marguerite, Contos Orientais

quinta-feira, 3 de março de 2011

"Era uma vez uma velhinha" de Jeremy Holmes

Prémio "Opera Prima"- Feira do Livro Infantil de Bolonha 2010

Era uma vez uma velhinha que, depois de ter engolido um mosquito, uma aranha, uma cegonha, um gato, um cão, uma serpente, uma vaca e ainda um cavalo inglês, como que por magia, fecha os olhos quando, coitada, lhe dá um fanico de vez!
Esta versão ilustrada da clássica lengalenga anglosaxónica "There was an old lady who swallowed a fly" não perdeu o humor nem o ritmo encantatório com a tradução para português.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A maior flor do mundo

A leitura do conto "A maior flor do mundo" de José Saramago despertou a veia artística de alguns alunos do Centro Escolar. Temos aqui apenas um exemplo, mas contamos apresentar mais trabalhos brevemente. Note-se a força das cores e a representação do movimento da pétala que cai para cobrir o menino, como se aquela flor fosse um ser com vontade própria e quase humana.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"O Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos- campeão de vendas


Segundo a Gradiva, editora que tem lançado todos os romances do jornalista da RTP, ‘O Anjo Branco’ vai na 11ª edição, tendo sido colocados no mercado 135 mil exemplares desde a chegada às livrarias, em 23 de Outubro. Nem todos foram vendidos, mas as últimas semanas antes do Natal permitiram que se aproximasse dos 100 mil.
José Rodrigues dos Santos reforça o estatuto de rei dos best sellers em Portugal. ‘Fúria Divina’ tinha sido o livro mais vendido em 2009, ultrapassando ‘O Símbolo Perdido’, de Dan Brown.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pimpona, a Galinha tonta

É este o livro que se está a ler, durante a hora do conto de Janeiro, aos alunos do 1º ciclo.
As crianças estão a gostar bastante desta galinha especial que, farta de ser igual às outras, decide "inovar" no seu visual.
Esta história de Mª Carolina Pereira Rosa conta com as belas ilustrações de Patrícia Santo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Natal", de Miguel Torga

O Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena deseja a todos um Feliz Natal e boas leituras natalícias!!!


"De sacola e bordão, o velho Garrinchas fazia os possíveis para se aproximar da terra. A necessidade levara-o longe demais. Pedir é um triste ofício, e pedir em Lourosa, pior. Ninguém dá nada. Tenha paciência, Deus o favoreça, hoje não pode ser - e beba um desgraçado água dos ribeiros e coma pedras! Por isso, que remédio senão alargar os horizontes, e estender a mão à caridade de gente desconhecida, que ao menos se envergonhasse de negar uma côdea a um homem a meio do padre-nosso. Sim, rezava quando batia a qualquer porta. Gostavam... Lá se tinha fé na oração, isso era outra conversa. As boas acções é que nos salvam. Não se entra no céu com ladainhas, tirassem daí o sentido. A coisa fia mais fino! Mas, enfim... Segue-se que só dando ao canelo por muito largo conseguia viver.
E ali vinha demais uma dessas romarias, bem escusadas se o mundo fosse de outra maneira. Muito embora trouxesse dez réis no bolso e o bornal cheio, o certo é que já lhe custava arrastar as pernas. Derreadinho! Podia, realmente, ter ficado em Loivos. Dormia, e no dia seguinte, de manhãzinha, punha-se a caminho. Mas quê! Metera-se-lhe na cabeça consoar à manjedoira nativa... E a verdade é que nem casa nem família o esperavam. Todo o calor possível seria o do forno do povo, permanentemente escancarado à pobreza.
Em todo o caso sempre era passar a noite santa debaixo de telhas conhecidas, na modorra de um borralho de estevas e giestas familiares, a respirar o perfume a pão fresco da última cozedura... Essa regalia ao menos dava-a Lourosa aos desamparados. Encher-lhes a barriga, não. Agora albergar o corpo e matar o sono naquele santuário colectivo da fome, podiam. O problema estava em chegar lá. O raio da serra nunca mais acabava, e sentia-se cansado. Setenta e cinco anos, parecendo que não, é um grande carrego. Ainda por cima atrasara-se na jornada em Feitais. Dera uma volta ao lugarejo, as bichas pegaram, a coisa começou a render, e esqueceu-se das horas. Quando foi a dar conta passava das quatro. E, como anoitecia cedo não havia outro remédio senão ir agora a mata-cavalos, a correr contra o tempo e contra a idade, com o coração a refilar. Aflito, batia-lhe na taipa do peito, a pedir misericórdia. Tivesse paciência. O remédio era andar para diante. E o pior de tudo é que começava a nevar! Pela amostra, parecia coisa ligeira. Mas vamos ao caso que pegasse a valer? Bem, um pobre já está acostumado a quantas tropelias a sorte quer. Ele então, se fosse a queixar-se! Cada desconsideração do destino! Valia-lhe o bom feitio. Viesse o que viesse, recebia tudo com a mesma cara. Aborrecer-se para quê?! Não lucrava nada! Chamavam-lhe filósofo... Areias, queriam dizer. Importava-se lá.
E caía, o algodão em rama! Caía, sim senhor! Bonito! Felizmente que a Senhora dos Prazeres ficava perto. Se a brincadeira continuasse, olha, dormia no cabido! O que é, sendo assim, adeus noite de Natal em Lourosa...
Apressou mais o passo, fez ouvidos de mercador à fadiga, e foi rompendo a chuva de pétalas. Rico panorama!Com patorras de elefante e branco como um moleiro, ao cabo de meia hora de caminho chegou ao adro da ermida. À volta não se enxergava um palmo sequer de chão descoberto. Caiados, os penedos lembravam penitentes.Não havia que ver: nem pensar noutro pouso. E dar graças!
Entrou no alpendre, encostou o pau à parede, arreou o alforge, sacudiu-se, e só então reparou que a porta da capela estava apenas encostada. Ou fora esquecimento, ou alguma alma pecadora forçara a fechadura.Vá lá! Do mal o menos. Em caso de necessidade, podia entrar e abrigar-se dentro. Assunto a resolver na ocasião devida... Para já, a fogueira que ia fazer tinha de ser cá fora. O diabo era arranjar lenha.Saiu, apanhou um braçado de urgueiras, voltou, e tentou acendê-las. Mas estavam verdes e húmidas, e o lume, depois de um clarão animador, apagou-se. Recomeçou três vezes, e três vezes o mesmo insucesso. Mau! Gastar os fósforos todos é que não.
Num começo de angústia, porque o ar da montanha tolhia e começava a escurecer, lembrou-se de ir à sacristia ver se encontrava um bocado de papel.Descobriu, realmente, um jornal a forrar um gavetão, e já mais sossegado, e também agradecido ao céu por aquela ajuda, olhou o altar.Quase invisível na penumbra, com o divino filho ao colo, a Mãe de Deus parecia sorrir-lhe. Boas festas! - desejou-lhe então, a sorrir também. Contente daquela palavra que lhe saíra da boca sem saber como, voltou-se e deu com o andor da procissão arrumado a um canto. E teve outra ideia. Era um abuso, evidentemente, mas paciência. Lá morrer de frio, isso vírgula! Ia escavacar o ar canho. Olarila! Na altura da romaria que arranjassem um novo.
Daí a pouco, envolvido pela negrura da noite, o coberto, não desfazendo, desafiava qualquer lareira afortunada. A madeira seca do palanquim ardia que regalava; só de cheirar o naco de presunto que recebera em Carvas crescia água na boca; que mais faltava?Enxuto e quente, o Garrinchas dispôs-se então a cear. Tirou a navalha do bolso, cortou um pedaço de broa e uma fatia de febra e sentou-se. Mas antes da primeira bocada a alma deu-lhe um rebate e, por descargo de consciência, ergueu-se e chegou-se à entrada da capela. O clarão do lume batia em cheio na talha dourada e enchia depois a casa toda. É servida?A Santa pareceu sorrir-lhe outra vez, e o menino também.E o Garrinchas, diante daquele acolhimento cada vez mais cordial, não esteve com meias medidas: entrou, dirigiu-se ao altar, pegou na imagem e trouxe-a para junto da fogueira.— Consoamos aqui os três - disse, com a pureza e a ironia de um patriarca. — A Senhora faz de quem é; o pequeno a mesma coisa; e eu, embora indigno, faço de S. José."


In Novos Contos da Montanha

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Bibliotecas cheias de fantasmas


Tem medo de morrer durante o sono esmagado pela sua biblioteca? A acumulação de livros coloca a existência da sua família em risco? Arruma os livros por tema, língua, autor, data de edição, ou formato, ou segundo um critério que só você conhece? Poderemos pôr lado a lado na estante dois autores irremediavelmente desavindos? São muitas as questões que envolvem esta espécie em vias de extinção: os bibliófilos que além, da paixão pela posse de livros, têm a obsessão pela leitura.
As bibliotecas são seres vivos à imagem da nossa complexidade interior, e compõem um labirinto do qual poderemos não conseguir sair. Na verdade, os milhares de páginas que ocupam as nossas estantes estão povoados de fantasmas que, uma vez encontrados, nunca nos largarão.
Um livro para quem gosta de livros. Para bibliotecários. Para livreiros. Leitores fanáticos que perseguem livros quando são perseguidos pela fome de ler. Para devoradores de livros que nunca desistem. Para todos os que acham que os fantasmas se escondem nas bibliotecas.

A Paixão pelo livro explicada aos néscios
(artigo de opinião do jornalista Elmano Madail, in Jornal de Notícias, Domingo, 5 de Dezembro de 2010)
Os livros electrónicos registam um crescimento exponencial, o que é positivo; todavia não são livros mas antes textos electrónicos, letras desenhadas por códigos binários que tremulam no ecrã? Um objecto tecnológico sem personalidade. Falta-lhes o cheiro, a textura, o peso, o sublinhado indelével que acrescenta à obra de outrem, e não comportam o risco de incêndio ou da inundação, os espectros da destruição definitiva. Falta-lhes enfim a materialidade que confere a sensação de posse de um tesouro. Quem exulta com um objecto assim frágil e padece de tais receios é um bibliófilo, aquele que ama o livro em todas as suas dimensões e se dedica à construção da biblioteca.
É um amor pleno de sacrifícios (como todos os que valem a pena) – desde a necessidade de espaço para albergar a biblioteca em expansão, até à vigilância atenta às humidades e pequenos predadores do papel - , e angústias várias, sendo a maior delas a fatal falta de tempo para se ler tudo o que se gostaria e se tem lá pelas estantes da biblioteca pessoal.
Bibliotecas cheias de Fantasmas trata dessa estranha tribo construtora de bibliotecas e que tem até um santo mártir: Charles – Valentin Alkan, pianista esmagado, a 30 de Março de 1888, pela própria biblioteca durante o sono (tinha estantes sobre a cama). Deferência que promana da excepção; as bibliotecas usam ser, pelo contrário, confortáveis e protectoras.
Segundo Bonnet, “ a biblioteca protege a hostilidade exterior, filtra os ruídos do mundo, atenua o frio que reina à volta, mas confere, igualmente, uma sensação de impotência. Porque a biblioteca faz recuar as pobres capacidades humanas: ela é um concentrado de tempo e de espaço. Reúne nas suas prateleiras todos os estratos do passado. Ali estão os séculos que nos precederam”. E não carece de electricidade.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Conversas de escritores


O que acontece quando os maiores escritores da literatura universal contemporânea se sentam para falar com José Rodrigues dos Santos? - A resposta é: um diálogo fascinante. Conversa de Escritores coloca os grandes autores do nosso tempo a reflectir sobre a vida, o mundo e a escrita. São vozes e rostos que desfilaram semanas a fio pela antena da RTP-N no mais inteligente programa da televisão portuguesa em 2009. Dez grandes escritores, dez grandes conversas!Este livro traz-nos as entrevistas com dez dos principais escritores da literatura universal contemporânea e ainda as histórias de bastidores dos seus encontros com José Rodrigues dos Santos.

In Wook

sábado, 6 de novembro de 2010

A Tia Julia e o Escrevedor de Mário Vargas Llosa


Sinopse
A nova edição, revista, de um dos mais originais e famosos romances de Mario Vargas Llosa.A Tia Julia e o Escrevedor é um dos livros mais originais de Vargas Llosa. Conta a história de Varguitas, um jovem peruano com ambições literárias que se apaixona por uma tia com quase o dobro da sua idade. Em paralelo a esse romance proibido, na Lima dos anos cinquenta, Varguitas conhece Pedro Camacho, autor excêntrico de radionovelas cujos enredos mirabolantes fascinam os peruanos. As novelas vão muito bem, até ao dia em que Pedro Camacho, sobrecarregado, começa a confundir enredos e personagens. E, ao mesmo tempo, o romance entre Varguitas e a tia Julia é descoberto pela família. Ironia e romance em doses perfeitas, memórias autobiográficas e criação literária magistral fazem deste livro um clássico da literatura contemporânea.
In Wook

domingo, 17 de outubro de 2010

O tradutor de "Ls Lusíadas"

Amadeu Ferreira, vice-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários passou oito anos a traduzir Os Lusíadas para mirandês. Inicialmente decidiu fazer uma espédie de antologia da poesia portuguesa traduzida para mirandês no jornal "O nordeste" e só depois se debruçou sobre esta tarefa árdua. Demorou 5 anos a traduzir e mais 3 a rever a tradução. O mais difícil, explica, "Não foi traduzir as palavras, foi dar-lhes o sentido do texto original, a rima, a musicalidade, isso sim deu muito trabalho".