terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vencedores do Concurso de Leitura


VENCEDORES DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA



PARABÉNS ÀS VENCEDORAS!


Dos 15 alunos participantes na 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura apurámos 3 vencedores de cada ciclo.

3º Ciclo

Ana Maria Pereira (8ºD)
Marisa Gonçalves (8ºD)
Rafaela Oliveira (8ºD)

Secundário

Beatriz Oliveira (10ºA)
Valéria Dias (10ºB)
Liliana Almeida (12ºA)


Às vencedoras damos os parabéns e informamos que as finais distritais realizar-se-ão em Março/Abril. A todos os participantes asseguramos que a leitura das obras sugeridas contribuiu, com toda a certeza, para o enriquecimento pessoal de cada um e para a promoção dos hábitos de leitura, objectivo primordial de todas as iniciativas do PNL.


A Equipa da Biblioteca


domingo, 16 de janeiro de 2011

Novas aquisições

A Biblioteca adquiriu recentemente novos livros, mas também alguns DVSs, como "O príncipe da Pérsia" (no trailer), "Robin Hood" ou "Avatar". Brevemente este material será exposto de forma a ser mais divulgado entre os alunos, que poderão passar a requisitar livros como "Sam e o monstro" de Thomas Moor, "A rainha dos malditos" de Anne Rice, "Filhos de Montepó" de António Mota ou "Tanta gente, Mariana" de Maria Judite de Carvalho, só para dar alguns escassos exemplos. Esta Biblioteca vê, assim, a sua oferta enriquecida que espera ser do agrado dos discentes, funcionários e professores.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"O Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos- campeão de vendas


Segundo a Gradiva, editora que tem lançado todos os romances do jornalista da RTP, ‘O Anjo Branco’ vai na 11ª edição, tendo sido colocados no mercado 135 mil exemplares desde a chegada às livrarias, em 23 de Outubro. Nem todos foram vendidos, mas as últimas semanas antes do Natal permitiram que se aproximasse dos 100 mil.
José Rodrigues dos Santos reforça o estatuto de rei dos best sellers em Portugal. ‘Fúria Divina’ tinha sido o livro mais vendido em 2009, ultrapassando ‘O Símbolo Perdido’, de Dan Brown.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Concurso de Leitura




Tal como sucedeu em anos anteriores, e levando em conta a necessidade de promover a leitura nas escolas de uma forma lúdica, o Plano Nacional de Leitura – em articulação com a RTP, com a DGLB /Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e com a rede das Bibliotecas Escolares – promove, no ano lectivo de 2010 / 2011, o Concurso Nacional de Leitura. Tendo como objectivo estimular a prática da leitura entre os alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, o concurso pretende avaliar a leitura de obras literárias pelos estudantes desses graus de ensino.
CALENDARIZAÇÃO DO CONCURO A NÍVEL NACIONAL

1.ª Fase - Provas nas escolas: de 25 de Outubro de 2009 a 14 de Janeiro de 2011.

2.ª Fase - Provas Distritais: (Bibliotecas Públicas) em Março e Abril de 2011.

3.ª Fase - Provas Finais: Maio de 2011.
REGULAMENTO DA FASE DE ESCOLA (1.ª Fase)
Artº 1.º
Condições gerais de participação
A participação no concurso está aberta a todos os alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.
A participação implica a inscrição em formulário próprio, na Biblioteca, a qual deverá ser realizada na semana de 3 a 10 de Dezembro.
No caso de serem seleccionados para as Finais Distritais ou para a Final Nacional, oscandidatos menores de 16 anos não poderão participar sem a autorização expressa dospais ou dos encarregados de educação.

Artº 2.º
Categorização dos concorrentes
Os concorrentes serão repartidos em duas categorias: 3.º Ciclo e Ensino Secundário.

Artº 3.º
Júri
O Júri é constituído pela equipa da Biblioteca e presidido pela sua Coordenadora, a professora Teresa Pires.

Artº 4.º
Competências do Júri
Cabe ao Júri a organização geral do Concurso e o controlo do seu desenvolvimento.

Artº 5.º
O decorrerá em quatro fases diferentes:
1ª Fase – inscrição (3 a 10 de Dezembro); 2ª Fase – leitura das obras propostas (13 de Dezembro a 11 de Janeiro de 2011); 3ª Fase – realização de uma prova sobre a obra lida (dia 12 de Janeiro Ribeira de Pena).

Artº 6.º
Provas de selecção
Como princípio geral orientador do Concurso Nacional de Leitura está o prazer de ler,pretendendo-se estimular nos concorrentes o gosto pela leitura e o contacto com oslivros. Assim, as provas deverão avaliar os conhecimentos dos concorrentes sobre asobras seleccionadas, podendo constar de questionários de escolha múltipla, mastambém de comentários orais sobre obras lidas. As provas poderão serescritas ou orais.
As eventuais situações de ex aequo serão desempatadas mediante provas adicionais enão através de sorteio.

Artº 7.º
Obras seleccionadas para as provas
As obras foram seleccionadas são as seguintes:
3.º Ciclo: O Mundo em que Vivi, de Ilse Losa; O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, de Jorge Amado.
Secundário: A Pirata, Luísa Costa Gomes; Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco.

Artº 8.º
PrémiosOs eventuais prémios atribuídos aos vencedores em cada escola deverão serdecididos a nível local, podendo obviamente variar consoante o que for determinadopelos professores que organizarem o concurso.
O primeiro classificado de cada uma das três categorias – será o grande vencedor, recebendo cada um livro, aos restantes será atribuído um prémio de participação.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Janeiro, mês de nascimento de Vergílio Ferreira


Vergílio Ferreira iniciou a sua actividade literária na década de quarenta do século XX.Seduzido pela força do neorealismo, sofrerá uma sensível mudança que o tornou marginal à ideologia marxista, mas que o afastará também do catolicismo. O que essencialmente o fez mudar, como ele próprio escreveu, não foi a aspiração ao humanismo e à justiça, mas um conceito prático de justiça e de humanismo, pois que se os modos de concretização de um sonho podem sofrer correcção, não o sofreu neste caso, a aspiração que visava concretizar. Transparecia seguramente nesta mudança.O que seja esse equilíbrio ele no-lo diz, remetendo-o para o insondável e incognoscível de nós, um substrato gerado ao longo dos infinitos acidentes, encontros e desencontros e que nos surge como anterioridade radical às nossas escolhas e opções. Por isso "o impensável e o indiscutível subjaz a todo o pensar, e para lá dele, ao sentir", sendo sobre esse impensável que se nos organiza a harmonia do pensar, que ulteriormente tentamos explicar ou demonstrar com a disciplina da razão. Este é um dos temas mais recorrentes no pensamento de VF, a que já se referira na sua mais importante obra filosófica, a Invocação ao meu Corpo, ao considerar que "há duas zonas no homem que são a das origens e a da concretização, a do indizível e a do dizível, a do absoluto e a da redutibilidade".Daí a relevância do tema da "aparição", consentânea com a revelação momentânea de uma verdade que em nós se pode gerar lentamente, mas cujo momento culminante tem quase sempre o instantâneo da estrada de Damasco e a dimensão fulgurante do mistério. "O mistério e o seu alarme são o tecido de tudo", dirá em Carta ao Futuro (1957).Daí também o estatuto da arte, ao longo de toda a sua obra: o mundo da arte é o mundo da aparição, o mundo inicial. A arte será, como disse, "o arauto do impensável, ou o lugar onde se lhe vê a face, cabendo ao filósofo explicitá-la em pensamento", ou, noutra afirmação não menos explícita: "a arte inscreve no coração do homem o que a vida lhe revelou sem ele saber como, e o filósofo transpõe a notícia ao cérebro, na obsessiva e doce mania de querer ter razão", repetindo aqui uma ideia que sempre lhe foi cara: a de que a filosofia é um pobre sobejo do milagre da arte, e vem depois, já tarde, "como os corvos ao cadáver", pois que, como escreveu em Invocação ao meu Corpo, "todo o pensar é póstumo ao que se é, à aparição da verdade essencial, da revelação do originário. Por isso é que a filosofia é uma aventura perene como a arte. Cada filósofo recupera esse espanto inicial, de interrogação suspensa, degradando-a em pergunta quando lhe reponde com razões", deixando patente que a degradação a que se refere se reporta a uma filosofia de matriz racionalista.A arte não interpreta, revela; não explica, mostra o lado oculto do homem, por isso, em arte, saber é comover-se. Já em Espaço do Invisível III afirmara a mesma tese, em justificação do título: "mas se em todo o horizonte está presente um horizonte que o margina, até um horizonte final, se na mais breve palavra está o aviso do insondável, se o espaço do invisível se anuncia no do visível, é na obra de arte que mais presente e visível se nos revela o invisível".Em todo o caso, dando corpo a um pensamento de base existencialista, emerge o primado do sentir, "o essencial não é para se pensar mas para se sentir", que nos diz que "a verdade é amor", pelo que é a verdade emotiva a primeira e a última que nos liga ao mundo.Daí também um dos seus temas preferidos, o das "verdades de sangue": um autor que se admira mas que se não ama, "vai para o lado de nós, onde o sangue não circula ou é uma aguadilha", ou, como dirá em Do Mundo Original, "uma verdade só interfere na vida quando o sangue a reconhece", pelo que uma razão ajuda, mas não decide uma receptividade.E daí de novo a arte, inclusive a arte que lhe coube, que foi a da escrita, a do romance lírico, onde as coisas adquirem a sua essencialidade, a sua verdade emotiva, tornando visível o mistério.Mistério e espanto perante o estremecimento íntimo das coisas em nós. Aí a raíz da atitude lírica que integrará na sua actividade romanesca, fazendo do romance o lugar de cruzamento entre o lirismo e a reflexão filosófica de vertente existencial, na convicção, por si afirmada, de poder perfeitamente escoar em prosa a poesia que lhe coube, e com a preocupação acrescida de teorizar em ensaios múltiplos - apesar das suas invectivas contra a pobreza da razão - as questões apresentadas ficcional e literariamente.Todavia, o cântico ao homem é à sua irredutibilidade individual que tanto o afastou do estruturalismo e nele via a morte do homem, o cântico ao homem que assistiu à morte de Deus, tragicamente vivida em Manhã Submersa, e se colocou no seu altar com a força iluminadora que de si próprio descobriu irradiar, coexiste com a amarga experiência da desagregação dos valores artísticos, sociais, históricos e ideológicos. Entre todos, a morte da arte é a que assume a dimensão mais trágica, uma morte que é autodestruição, e que justifica muita da frieza que empresta aos seus últimos romances, nomeadamente em Para Sempre.Ao tema regressará em Pensar, numa comparação singela do aldeão que sempre foi: "Dar um sentido à vida. Para lho darem aos domingos, quando não trabalham, os campónios da aldeia embebedam-se e dão-se facadas. A arte do nosso tempo sabe-o e faz o mesmo". Entre os quatro grandes mitos modernos, Acção, Erotismo, Arte e Deus, foi a morte da Arte que mais o ocupou, a par da morte de Deus. A arte moderna esquecera o "mundo original", autonomizara as formas e divorciara-se do homem?Em todo o caso, o tema essencial de toda a sua obra foi certamente o da procura do sentido da existência num universo sem sentido, fazendo-o navegar no que Eduardo Lourenço chamou um "niilismo criador" e um "humanismo trágico", explorando até à exaustão o tema do "eu", ao mesmo tempo eterno e inscrito na finitude, a mesma finitude que o embrenha na temática da morte, num homem que heroicamente, e também angustiadamente, suporta o desafio da finitude."Tenho a corrupção lenta do tempo, tenho a eternidade a executar". Eis, numa breve expressão de Rápida a Sombra, a dimensão trágica do seu pensar, onde se desenrola uma intensa reflexão sobre o corpo e a morte. Há em todo o homem são um impulso para um mais daquilo que se é no presente, e que jamais se alcança, ou que se sabe jamais poder alcançar-se ("um apelo ao máximo" que vem do máximo que o homem é), num processo infindo a que só o absurdo da morte põe termo: "Na profundidade de nós, o nosso eu é eterno, e todavia é justamente o corpo que nos contesta a eternidade". Todavia, em Invocação ao meu corpo, VF pretendeu divinizar o corpo, naquele sentido em que o "homem é espírito e corpo", e por isso realiza o espírito no corpo ou é corpo espiritualizado, estando todo o homem nele "como um Deus panteista".No entanto, novo conflito deflagra entre essa exaltação divinatória, e a consciência trágica da sua corruptibilidade e da sua objectiva degradação, lançando o homem na angustiante consciência da sua "infinitude limitada", e ao mesmo tempo no plano heróico de saber que a morte o espera, devendo viver "como se ela não contasse", ou, como escreveu em Nítido Nulo: "viver a eternidade e, num momento de distracção, cortarem-la rente".
Obras
O Caminho Fica Longe, 1943; Onde Tudo Foi Morrendo, 1944; Vagão J, 1946; Mudança, 1949; A Face Sangrenta, 1953; Manhã Submersa, 1954; Carta ao Futuro 1958; Aparição, 1959; Cântico Final, 1960; da Fenomenologia a Sartre, 1962; Introdução a O Existencialismo é um Humanismo, de Jean Paul Sartre, 1962; Estrela Polar, 1962; Apelo da Noite, 1963; Alegria Breve, 1965; Do Mundo Original, 1957; Invocação ao meu corpo, 1969; André Malreaux -- Interrogação ao Destino, 1963; Espaço do Invisível, 4 volumes, 1965- 76- 77- 87; Nítido Nulo, 1971; Apenas Homens, 1972; Rápida a Sombra, 1974; Contos, 1976; Signo Sinal, 1979; Para Sempre, 1983; Até ao Fim, 1987; Pensar, 1992; Conta-Corrente, cinco volumes, 1980-1988; Carta a Sandra, 1997 (edição póstuma)Bibliografia: Eduardo Lourenço, "Vergílio Ferreira e a Geração da Utopia", em O Canto e o Signo. Existência e Literatura, Lisboa, 1993; id., "O itinerário de Vergílio Ferreira", ibidem; id. Mito e obsessão na obra de Vergílio Ferreira", ibidem; id., "Sobre Mudança" ibidem; id., "Vergílio Ferreira -- Do alarme ao júbilo" ibidem; id., "Pensar Vergílio Ferreira", ibidem; id., "Desesperadamente, alegria", ibidem; António Quadros, "Vergílio Ferreira", em Logos-Enciclopédia Luso-Brasileira de Filosofia, Lisboa-São Paulo, 1989-92; Rosa Goulart, O Romance Lírico de Vergílio Ferreira, Lisboa 1990; Eduardo Prado Coelho, "Signo Sinal, ou a resistência do invisível", em Colóquio/Letras, 54 (1980); Jacinto do Prado Coelho, "Vergílio Ferreira um estilo de narrativa à beira do intemporal", em Ao contrário de Penélope, Lisboa 1976; Maria Lúcia Dal Farra, O narrador ensimesmado, São Paulo, 1978; João Décio, Vergílio Ferreira: a ficção e o ensaio, São Paulo, 1977; Helder Godinho, O universo imaginário de Vergílio Ferreira, Lisboa, 1985; id., Estudos sobre Vergílio Ferreira, Lisboa, 1982; José Luis G. Laso, Vergílio Ferreira -- espaço simbólico e metafísico; Lisboa, 1989; Maria da Rosa Padrão, Um Escritor Apresenta-se, Lisboa, 198; José de Almeida Pavão, "Entre o neo-realismo e a problemática metafísica em Vergílio Ferreira", em Arquipélago, Série Línguas e Literaturas, IX, 1987; Alexandre Pinheiro Torres, "Entrada no universo angustiado de Vergílio Ferreira", em Romance: o mundo em equação, Lisboa, 1967.Pedro Calafate

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pimpona, a Galinha tonta

É este o livro que se está a ler, durante a hora do conto de Janeiro, aos alunos do 1º ciclo.
As crianças estão a gostar bastante desta galinha especial que, farta de ser igual às outras, decide "inovar" no seu visual.
Esta história de Mª Carolina Pereira Rosa conta com as belas ilustrações de Patrícia Santo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Lagerfeld e Eça


Karl Lagerfeld lê Eça de Queiroz
O Kaiser da Moda confessou na revista Madame Figaro que descobriu o nosso Eça. "Li o seu romance mais célebre, 'Os Maias'. Por acaso descobri depois outras obras e vou lê-las todas: 'O Primo Basílio', 'O Crime do Padre Amaro', etc. É genial!"
www.maxima.pt